
Edward Tufte afirma que a apresentação por slides (PowerPoint) nos torna mais burros, sendo que o que importa mais às pessoas é a estética dos slides, e não o conteudo. Ou seja, que o o Power Point foi criado para comercializar, e não para ajudar em apresentações. O facto de poder conter apenas 40 palavras, e se apoiar muito em "pontinhos", dá ao orador uma grande responsabilidade de conectar a sua informação.
Falando do exemplo de Power Points na escola, Tufte afirma que as escolas que ensinam as crianças a usar power point (em vez de relatórios escritos com um texto estruturado frases inteiras) estão, de certa forma, a "estupidificar" as crianças, ensinando-lhes a meter uma semana de trabalho em 3 slides, com 40 palavras no total (por exemplo).
Na nossa opinião, isto não torna as crianças mais burras, mas sim mais espertas ou desenrascadas, sendo que agora, em vez de poder apenas copiar um texto, elas têm que saber a matéria e saber resumi-la nos pontos mais importantes para colocar nos slides. E ao apresentar um trabalho baseando-se apenas em poucas, mas importnates palavras que estão escritas num slide , requere um melhor conhecimento da matéria e uma prática de apresentação oral (que os vais ajudar a falar em público no futuro).
O autor afirma que "With so little information per slide, many, many slides are needed". Não consideramos isso correcto precisamente porque nos slides só estão os pontos mais importantes. O resto é falado.
Afirma também que "Often, the more intense the detail, the greater the clarity and understanding". De facto, o que Tufte diz nesta frase é verdade. Mas também não nos podemos esquecer do facto que por outro lado, também se torna mais aborrecido e as pessoas deixam de prestar atenção.
O autor refere também do caótico que é mostrar estatisticas / gráficos no powerpoint, sendo que não serão bem entendidos pelas pessoas, por se tornarem confusos (os gráficos). "To sell a product that messes up data with such systematic intensity, Microsoft abandons any pretense of statistical integrity and reasoning." Na nossa opinião, o power point não estraga a data: tal como qualquer outro meio, é a pessoa que cria os slides que tem que saber organizar bem como vai colocar os dados/gráficos.
"Yet the PowerPoint style routinely disrupts, dominates, and trivializes content." Não concordamos de todo com esta afirmação. A verdade é que, se bem usado, o powerpoint torna uma apresentação mais estimulante (menos aborrecida). Mas como já foi referido, tem tudo a ver com a capacidade do orador (criador dos slides) de se organizar.
"But rather than supplementing a presentation, it has become a substitute for it." Mais uma vez, tem muito a ver com o orador. Se este não sober a matéria e ler o que está no slide, sim, então tornou-se um substituto. Mas o objectivo do powerpoint e o bom uso deste programa não é assim. O orador tem dever de conhecer bem a matéria, colocar os pontos mais relevantes no powerpoint, e ir explicando guiando-se pelos slides que criou.
Tufle repete que na maior parte das vezes o powerpoint não respeita a audiencia. Na nossa opinião é exactamente o contrário: este programa traz uma dinâmica à apresentação. Primeiro, não é tão aborrecido. Depois, a audiencia pode seguir melhor o orador. E é simplesmente simples, prático e eficiente. Se há coisa que o powerpointp faz é respeitar , ajudar e não aborrecer a audiencia (se for bem usado claro, mas la esta, há casos e casos.
No nosso entender os argumentos de Tuffle não são válidos, pois este analisa o powerpoint como se este fosse só usado pelo que podemos chamar de "maus oradores", enquanto que muitas pessoas utilizam o programa da forma correcta. Assim, o powerpoint não nos "estupidifica", mas obriganos a saber melhor as matérias (no caso do orador) e ajuda-nos a prestar mais atençao e a seguir a apresentação (no caso da audiencia).

